Samaná - República Dominicana

Community Highlights Central / South America & The Caribbean Samaná - República Dominicana

Nunca ouviu falar de Samaná na República Dominicana? Também não tinha escutado falar até decidirmos fazer um cruzeiro da Costa que fazia algumas paradas na República Dominicana.

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Segue o link do video que fizemos em Samana

https://youtu.be/5R44h3UBDHI?si=yvm80yclLUGwWUd-

Samaná é uma península localizada na costa nordeste da República Dominicana. É uma das 32 províncias do país e a capital é Santa Bárbara de Samaná. Como não há um porto que o navio possa atracar, no dia anterior são distribuídas uma espécie de senha com um horário para você se dirigir a deck onde haverá uma lancha para você chegar até Samana.

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O navio chegou a região por volta de 8:00 e nosso horário no ponto de encontro (teatro) era as 10:00. Resolvemos chegar mais cedo ao nosso ponto de encontro e imediatamente nos informaram o local para pegar a lancha. Estava com medo de ser algum bote pequeno, mas me senti muito segura quando vi que eram lanchas grandes utilizadas para tal deslocamento.

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Ao chegarmos em Samaná, fomos recebidos com música e dançarinos e resolvemos fazer uma caminhada pelo Malecon até uma praia denominada Playa Cayacoa, que eu tinha visto no aplicativo maps.me (aplicativo que uso pois você não precisa estar conectado a Internet).

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A avenida Malecon é uma das principais avenidas da cidade de Santa Bárbara de Samaná ou apenas Samaná, como todos a chamam. Passeando pelo Malecon é possível ter uma vista para o oceano (e verificar onde estava ancorado nosso cruzeiro) e para as montanhas que o rodeiam.

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Nesse caminho até a praia pela avenida Malecón, passamos pela Igreja Santa Bárbara. Ela estava em reforma quando a visitamos. Tem uma arquitetura considerada gótica e um interior espaço.

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Próximo a Igreja Santa Bárbara, visitamos a igreja Evangélica Dominicana Saint Peter, conhecida como “La Churcha”. Cuidado, que vi alguns sites de internet, indicando que a La Churcha seria a Igreja de Santa Bárbara. A La Churcha fica um pouco mais escondidinha, mas não é difícil de localizá-la.

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Esse ano “La Churcha” completará 200 anos. É a construção mais antiga da península e considerada patrimônio cultural. É uma construção de madeira do século XVIII que foi construída por escravos libertos que chegaram a Samaná vindos das cidades americanas de Filadélfia, Pensilvânia e Nova Jersey, pertencentes à Igreja Episcopal Metodista Africana.

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As famílias fundadoras do templo mais popular de Samaná foram Pool, Wilmore, Phipps, Farinton, James e Jhonson em 1824. Tem um mural na parte externa com os nomes das pessoas. O projeto arquitetônico responde ao estilo vitoriano. Sua estrutura é em zinco, externamente apoiada em cantoneiras metálicas e com estrutura inteiramente em madeira.

La Churcha é um templo que representa a cultura de liberdade de uma população que chegou com o sonho de construir uma nova vida, longe da escravidão. Achei relatos que presume-se que por esta razão os referidos emigrantes foram favorecidos pelo governo invasor que lhes ofereceu terras agrícolas gratuitas durante a cruel ocupação haitiana da ilha de Hispaniola sob o mandato de Jean Pierre Boyer.

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La Churcha é assim chamada por causa da dominicanização da palavra anglo-saxônica -Church- que significa igreja, e da palavra dominicana -chercha-, que significaria conversar, pois quando os fiéis saíam da igreja ficavam conversando. E há um dito dominicano que diz: “ao sair de La Churcha a chercha começa”.

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Este santuário também serviu como primeira escola da comunidade, pois suas instalações ministravam aulas de inglês, francês e espanhol para crianças e adultos. Sua primeira celebração em espanhol foi pronunciada em 1931. Por volta de 1946 ocorreu um incêndio que destruiu completamente Samaná, sendo a Igreja o único edifício que se manteve intacto após o incidente.
Após este trágico acontecimento, em 1972, o então presidente dominicano Joaquín Balaguer construiu uma nova cidade e em 1979 a bela península dos coqueiros tornou-se um dos centros turísticos do país.

Depois de visitar essa região onde estavam as igrejas, retornamos nossa caminhada pelo Malecón. É importante destacar que a cidade é muito policiada e os policiais te auxiliam a atravessar as ruas.

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Samaná é um destino menos explorado da República Dominicana. Dizem que tem a maior quantidade de palmeira de coco por metro quadrado do mundo. No caminho para a praia ainda há o museu das baleias. A Baía de Samaná também é rota das baleias jubarte. Elas costumam ficar em suas águas de janeiro a março. Centenas de baleias de até 40 toneladas migram das águas frias do norte para acasalar nas águas quentes e cristalinas de Samaná. De Santa Barbara de Samaná, saem as excursões para ver as baleias jubarte de perto por cerca de US$ 50 por pessoa

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Não muito distante do museu das baleias chegamos a encantadora praia de Cayacoa. É pequena, charmosa e me encantou. Passei um bom tempo nas suas águas que estavam perfeitas.

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Ali também fica a escadaria para alcançar a Puentes Samana, que liga a península a duas pequenas ilhas.

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As Pontes de Samaná, também chamadas de caminhada das noivas de Samaná, são uma das obras criadas com o propósito de dar a esta província um boom econômico e turístico.

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É uma ponte só de pedestres que te leva a Los Cayos: Cayo Linares, que é localizado a 90 metros da beira-mar e a 550 metros de Cayo Vigía.

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Ao percorrer as pontes é possível observar os barcos que atracam na Baía e as estrelas do mar que vivem nas águas cristalinas dali.

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Ao chegar a primeira ilha, Cayo Linares, encontramos pessoas de uma fundação que estavam limpando uma das praias da ilha e estavam também preparando uma fogueira para fazerem um almoço. Conversei com uma das moças da fundação e ela me falou que a fundação ajuda crianças e pessoas adultas com alguma incapacidade. Achei a praia com um pouco de pedras, mas é possível banhar em suas águas calmas e continuar o passeio até a segunda ilha.

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Continuamos nossa caminhada pelas pontes até chegar a ilha de Cayo El Vigia. Lá você não só pode apreciar a água parada, mas também há quem prefira pescar com anzol ou quem senta e espera o arco-íris, para tirar suas melhores fotos, pois é um fenômeno natural muito comum por lá, antes de entrar no mar.

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Assim, Samaná se mostrou um verdadeiro encanto. Dona de alguns dos cenários mais incríveis do país, exibe faixas de areia branca, mar cristalino e uma enorme área verde – características de um verdadeiro paraíso caribenho pouco explorado por turistas.

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Um outro passeio que algumas pessoas do cruzeiro fizeram foi ir até a ilha Cayo Levantado, também conhecida como Ilha Bacardi, considerada um paraíso em miniatura, com apenas 1km2 e que tem areia bem branquinha e mar azul turquesa. Metade da ilha pertence ao hotel Luxury Bahia Principe, portanto só é possível conhecer a parte “aberta ao público”. A ilha é também chamada de Bacardi porque dizem que as palmeiras de lá aparecem nas propagandas da marca de rum. Para chegar é super fácil, pois pode ir com uma excursão do cruzeiro ou há ofertas de barcos que fazem a travessia por cerca de US$20 por pessoa. Dessa vez não deu tempo de visitar Cayo Levantado, mas poderia ter sido maravilhoso passar o dia DEITADO em Cayo Levantado!!(não podia perder o trocadilho)!!!!! Só vimos Cayo Levantado do deck do nosso cruzeiro e mesmo de longe dava para perceber sua areia branquinha.

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Alguns dominicanos que estavam no cruzeiro também nos falaram de Las Terrenas, que é outro município da Península de Samaná com paisagens de perder de vista com lindas praias de areia branca, ou seja, tem muita coisa para conhecer nessa região!!! Realmente só degustamos um pouquinho!!!

This featured blog entry was written by patipelomundo from the blog O mundo é um livro.
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By patipelomundo

Posted Mon, Apr 08, 2024 | Dominican Republic | Comments